Machine Head – Via Marquês – São Paulo/SP

      Quatro anos após a sua primeira e até então única passagem pelo Brasil, tocando ao lado do Sepultura, o respeitado grupo norte-americano Machine Head, atualmente em turnê de divulgação do seu aclamado oitavo álbum “Bloodstone & Diamonds”, lançado no final do ano passado, desembarcou novamente em São Paulo para uma única apresentação no país no último dia 07 de junho.

      Fundado em 1991 na cidade de Oakland (EUA), o Machine Head é reconhecido como um dos pioneiros do movimento chamado “New Wave of American Heavy Metal”. Contando com oito álbuns de estúdio lançados até o momento e sendo presença constante nos principais festivais da Europa, o grupo já atingiu a expressiva marca de mais de três milhões de discos vendidos em todo o mundo.

      A casa escolhida pela produtora para o show em São Paulo foi o Via Marquês, localizada na zona oeste da cidade, e a mesma recebeu um excelente público, que desde a entrada já parecia bastante ansioso e empolgado com o retorno da banda.

      Por volta das 20h45, o quarteto formado por Robb Flynn (vocal/guitarra), Phil Demmel (guitarra), Jared MacEachern (baixo) e Dave McClain (bateria) iniciou seu set com a música Imperium. E o que se viu (e ouviu) a partir daí foi praticamente um “desfile” passando por toda a discografia do grupo, pra fã nenhum botar defeito. O som estava ótimo e a banda, muito bem entrosada, ia mandando uma paulada atrás da outra enquanto as tradicionais rodinhas se abriam no meio da galera, passando por sons como Now We Die (do novo disco), Locust e Ten Ton Hammer.

      Só depois de oito músicas eles finalmente deram um respiro e Flynn tratou de fazer um pequeno discurso, agradecendo a presença dos fãs e declarando seu amor pela música pesada, para então seguirem o show com a faixa Darkness Within. Após mais alguns petardos sempre muito pedidos como Bulldozer, Davidian e Now I Lay Thee Down, veio uma surpresa, com a execução de Hallowed Be Thy Name, clássico do Iron Maiden que a banda não costuma tocar com muita frequência.

      A parte final da apresentação, com Aesthetics of Hate, Game Over, Old e Halo, foi de tirar o fôlego (o que ainda restava), e o público delirou. Foram mais de duas horas de show que passaram voando, com a banda transmitindo uma energia incrível e se mostrando em excelente forma durante toda a noite. Sem muito falatório e solos desnecessários, como deveria ser sempre. Quem foi certamente não se arrependeu.

      O ponto negativo da noite vai para a equipe técnica da banda, que impediu o trabalho de alguns fotógrafos, limitando a presença dos mesmos no pit, o que dificultou e muito o trabalho dos profissionais de diversas mídias especializadas que estavam no local para realizar a cobertura do evento.

Setlist:

Imperium
Beautiful Mourning
Now We Die
Bite the Bullet
Locust
From This Day
Ten Ton Hammer
Clenching the Fists of Dissent
Darkness Within
Bulldozer
Killers & Kings
Davidian
Descend the Shades of Night
Now I Lay Thee Down
Hallowed Be Thy Name (Iron Maiden cover)

Bis:
Aesthetics of Hate
Game Over
Old
Halo