Rage – Carioca Club – São Paulo/SP

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  • Post published:19 de junho de 2011

Faltam-me palavras para descrever o que foi esse contato com o Rage nesse dia. O show que, para nós do Portal começou um pouco antes com nossa entrevista exclusiva (a qual eu estava registrando fotograficamente), foi apenas coroado com uma apresentação impecável desse trio. Um verdadeiro e no melhor sentido da palavra Power Trio: coeso, entrosado, pesado e poderoso! O Rage mantém uma fórmula antiga de formação, mas que consegue se renovar a cada álbum, e nitidamente a cada turnê. Desde o finado Live`n Louder (na edição de 2005) nós não tínhamos o prazer de conferir sua performance em nossas terras. E o que Peter “Peavy” Wagner (baixo e voz), Victor Smolski (guitarra), André Hilgers (bateria e o “novato” da banda) entregaram a seus fãs brasileiros foi digno de aplacar essa saudade.

Por entre todo o set list escolhido para esse show, que teve início com The Edge of Darkness, algo se destacou: a total interatividade entre banda e público. As 500 pessoas que ali estavam agitavam e cantavam enlouquecidamente por todo o tempo do show. E a banda respondia com uma energia ímpar! O prazer que eles sentem ao estarem ali, no palco, é nítido e explícito. Sorrisos, comunicações com o público e brincadeiras podiam ser vistas a qualquer momento que se olhava para a banda. Inclusive, cheguei a flagrar Victor numa foto posando mostrando a língua para alguém na platéia, durante a execução de uma música. Incrível isso! O público mostrava sua satisfação de poder ver a banda novamente, e esta demonstrava todo o carinho por aqueles que ali estavam. Soundchaser, Hunter and Prey, Into the Light, Drop Dead e Empty Hollow conduziram o público até o solo de André. Afinal, como citado no início, ele era, para nós, o novato e merecia uma “apresentação formal”. Mostrou técnica e peso na medida certa, tudo aquilo que o Rage necessita. Set this World on fire, War of Worlds e o público continuava enlouquecido. Pausa para que Victor brindasse a todos com seu solo. Eu, que geralmente considero solos coisas muito chatas e desnecessárias em um show, fui obrigado a me render a esse. Muita técnica, muito feeling, um diálogo entre ele e a guitarra quase tão fluente e leve como foi nossa conversa no hotel. Esse foi um momento de muita comunicação entre banda e público, com Victor chegando quase ao alcance das mãos da platéia. Peavy retornou ao palco, mais conversa, mais interatividade, e eles retomam as músicas com Carved in Stone, Solitary Man, Black in Mind e Down Depois dessa a banda recebeu de alguém da platéia uma bandeira do Brasil com o logotipo da banda, a qual foi recebida com muito prazer e prontamente estendida no tablado da bateria. E, após aquele clássico e indispensável momento de agradecimento e elogios ao público, onde inclusive Peavy citou que o próximo DVD da banda será gravado em São Paulo, pois eles nunca sentiram o calor do público tão forte quanto sentiam naquele momento, ele aproveita para entoar e puxar o refrão da última música: Higher Than Sky. Refrão esse que Peavy deixou o público cantar sozinho por um bom tempo, enquanto regia a todos. Aos poucos a banda foi “entrando” nesse refrão, e então executaram seu maior clássico. De arrepiar! Os três dirigem-se a frente do palco com largos sorrisos estampados em seus rostos, fazem o agradecimento e saem. Claro que ninguém acreditava que o show havia acabado. Eis que pouco depois André reaparece atrás da bateria, senta-se e, sozinho, começa a executar trechos clássicos de bateria do Metal, entre eles Painkiller e We’re not Gonna Take it. Quando chega a Highway the Hell, do AC/DC, a banda inteira entra na brincadeira, e o bis acontece com esse clássico cover, cantado em uníssono, como foi em todo o show com as músicas autorais. E, agora sim, o show chegava ao fim, com mais uma aproximação a frente do palco, trazendo consigo largos sorrisos.

A impressão que tinha comigo naquele momento foi de realização. Tinha assistido a um baita show, com uma baita energia, executado por uma banda que nitidamente demonstra um prazer real de estar ali, mesmo após vinte e sete anos de estrada. Definitivamente, não é a toa todo o respeito e admiração que o Rage adquiriu durante todos esses anos. Respeito com sua música e com os fãs, prazer em executa-las e em proporcionar uma grande festa aos fãs. Pude ouvir alguns comentários ao sair da casa que apenas reforçam minhas palavras agora. Como sempre, todos reclamando que faltou música X ou Y, mas todos, sem exceção, extasiados com o show. Fico muito feliz em lembrar dessa noite, desse dia, onde pude estar tanto e em tão próximo contato com uma das maiores bandas do Metal Mundial. Merecidamente!

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