A banda Sioux 66 foi formada em 2011 por Igor Godoi (vocal), Fabio Bonnies (baixo), Fernando Mika (guitarra), Bento Mello (guitarra) e Gabriel Haddad (bateria), chegou na cena nacional com o intuito de fazer suas próprias músicas, gravar CD’s e fazer shows em turnês pelo Brasil com a atitude Rock n’ Roll presente nas bandas que os influenciam, como Ramones, Guns n’ Roses, Aerosmith, Kiss, Alice Cooper, entre outros.

O grupo entrou em estúdio no primeiro semestre de 2012 para gravar seu primeiro EP, coproduzido pelos integrantes e pelo produtor Henrique Baboom, conhecido por trabalhar com bandas do underground do rock brasileiro como Bastardz e Tempestt. O trabalho conta com três músicas inéditas e uma versão em português para Girl With Golden Eyes, dos norte-americanos do Sixx:A.M.. O primeiro single do EP é Outro Lado, que teve o videoclipe gravado no Espaço Parlapatões e foi dirigido pelo titã Branco Mello em parceria com as produtoras Mainstream e Casa 5.

Confira a entrevista conduzida com Fabio Bonnies, baixista de uma das mais promissoras bandas da cena atual do rock nacional.

Sioux 66 (Foto: Thy Zancheta)

Portal do InfernoQuais são os planos da banda para o futuro?
Fabio Bonnies: No momento, nossa prioridade número 1 é gravar um álbum completo e lançá-lo no primeiro semestre deste ano. Além disso, estamos bem concentrados na divulgação da votação pra conseguirmos tocar no Sweden Rock Festival. De 1.500 bandas do mundo todo que enviaram material para a organização, eles escolheram 100 que entraram numa votação pelo site do festival; conseguimos passar para a próxima fase no grupo com 25 bandas e estamos disputando uma das três vagas do festival. Tem sido gratificante o apoio das pessoas. Então os planos são esses, gravar o álbum, shows pelo Brasil e tocar na Suécia, mas esse último não depende só da gente, por isso, convocamos a galera para nos ajudar.

P.I.: Como você crê que está sendo a recepção do público para o Sioux 66?
Fabio: Ótima. Eu sabia que a recepção seria boa assim que começamos a trabalhar as músicas, acreditei desde o primeiro minuto, mas tem sido melhor do que eu achava que seria. Fizemos alguns shows bem legais, inclusive a abertura do Crucified Barbara e vi que a reação das pessoas está sendo ótima, mas claro, ainda temos muito o que conquistar. Com apoio ou sem, vamo em frente, o importante é acreditar no som que você faz.

P.I.: Quais são as principais influências do grupo?
Fabio: Gostamos de coisas bem diferentes, cada um tem uma vertente mais forte, mas temos muitos pontos em comum. Acho que as bandas que ajudaram mais a moldar o nosso som são: Guns n’ Roses, Ramones, Motörhead, Alice Cooper, Pantera, Sex Pistols, Rolling Stones e Velvet Revolver, mas vai além disso.

Fabio Bonnies (Foto:Thy Zancheta)

P.I.: Existe a possibilidade do Sioux 66 realizar uma turnê nacional pelas principais cidades do País?
Fabio: Sempre existe. Não só nas grandes cidades, como nas pequenas também. Não fazemos distinção entre capitais e interior. Queremos tocar onde houver gente querendo nos ouvir

P.I.: O que vocês indicariam para a galera que está começando a ouvir o rock n’ roll e seus derivados?
Fabio: Vou citar as nacionais, porque as gringas não precisam de propaganda. Procurem bandas como o Big Jack, Kiara Rocks, Skibb, Command6, RadiomudO, Dirty Glory. Esses caras têm feito um trabalho ótimo e merecem atenção.

P.I.:Qual a possibilidade de começarem a gravar um disco?
Fabio: Como disse antes, já fechamos com um estúdio e produtor, estamos terminando de compor, e vamos nos reunir com o produtor e começar a pré até o fim de fevereiro e depois começar a gravar. Mas não posso dar uma data aproximada para não sofremos pressão externa, já basta as pressões internas que nós nos impomos.

P.I.:Como foi o processo da gravação do primeiro EP do grupo? E a recepção do público em relação à isso tem sido como o esperado?
Fabio: Foi simples: Gravamos com o Henrique Baboom, no Audio Place. Chegamos com todas as músicas prontas e arranjadas e já sabíamos exatamente que som queríamos tirar e o Baboom soube captar isso muito bem. O som do EP ficou melhor do que imaginavamos, fico feliz quando ouço as músicas, e em particular a música Outro Lado. Espero conseguir tirar novamente um som de baixo como nessa música em outras gravações.

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P.I.: Mudando um pouco de assunto: vocês apoiam a legalização do download?
Fabio: Nosso EP está totalmente liberado pra download no nosso site oficial. Nós nem chegamos a prensar e vender. Apoiamos sim, mas por falta de opção. Não adianta brigar com esse tipo de coisa, o mundo mudou e a forma de se vender música também, temos que aceitar e arranjar a melhor maneira de fazer isso. Não temos uma gravadora para cuidar dessas coisas pra gente, somos nós por nós, então liberamos tudo. Quando lançarmos o álbum completo, provavelmente vamos adotar outra estratégia.

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