
O que significa trabalhar com música underground, para você?
Para mim, o underground é a essência do metal. É onde nascem as bandas que realmente carregam paixão pelo estilo, sem depender de grandes estruturas ou de interesses comerciais. O Brasil tem uma cena muito forte nesse sentido, com festivais menores em praticamente todas as cidades e um público extremamente fiel. Trabalhar nesse universo significa ter liberdade criativa, persistência e estar em contato direto com as pessoas que realmente se importam com a música.
“Genesis” é o seu último álbum, como ele vem sendo recebido pela imprensa que já teve acesso a ele?
Temos recebido retornos muito positivos. Para um álbum de estreia, a recepção está além do que esperávamos. As críticas destacam a força das composições e a mistura de influências clássicas do metal dos anos 90 com elementos mais atuais. Isso nos deixa ainda mais motivados para seguir divulgando o material e, em breve, levar essas músicas para o palco.
Quais as principais diferenças que você enxerga em “Genesis” com relação ao seu próximo trabalho?
“Genesis” marca o início de tudo, baseado principalmente nos riffs e ideias que eu já vinha criando ao longo dos anos. Já o segundo álbum nasce de um processo mais colaborativo entre os integrantes, com todos contribuindo de forma mais intensa nos arranjos e nas composições. Além disso, ganhamos mais experiência em estúdio, o que certamente trouxe mais maturidade ao som.
“Genesis” possui músicas muito fortes? Quais as suas expectativas do disco com relação aos fãs?
Acredito que sim. Muitas das músicas foram criadas a partir de riffs que eu guardava há bastante tempo, então existe muito sentimento e verdade nelas. Espero que os fãs consigam sentir essa energia e enxerguem o disco como um trabalho honesto, feito por pessoas que realmente amam o metal.
A arte da capa foi assinada por qual profissional? Qual o significado dela?
A capa foi assinada por um amigo de longa data, o designer Antonio Cometti, que teve total liberdade criativa no processo. Apesar dessa liberdade, ele conseguiu expressar perfeitamente o conceito do álbum, que gira em torno de início e criação. “Genesis” representa o nascimento de um projeto que saiu de um sonho de adolescência para se tornar realidade, e a arte reflete exatamente essa ideia de algo novo ganhando vida, emergindo com força. A escolha das cores e dos elementos visuais reforça essa sensação de origem e impacto, traduzindo bem a intensidade que queríamos passar com o álbum.
O que você pode nos falar sobre a pós-produção do disco? Como se deram a mixagem e masterização dele?
A produção foi toda realizada dentro do nosso estúdio, o que nos deu liberdade para experimentar e evoluir aos poucos. Como lançamos cada música separadamente como single, fomos ajustando e aprimorando a produção a cada faixa. Esse processo contínuo foi fundamental para chegarmos ao resultado final, tanto na mixagem quanto na masterização, e ficamos muito satisfeitos com o resultado.
“Genesis” ganhará uma tiragem limitada em CD no exterior? Existem planos para uma produção em maior escala neste sentido?
Por enquanto, a nossa parceria com a MS Metal Agency envolve o lançamento físico do álbum no Brasil. Mas temos sim planos de ampliar para fora no futuro. O formato físico ainda é muito valorizado pelos fãs de metal, especialmente colecionadores, e sabemos da importância de levar o disco para esse público em maior escala.
Como tem sido os shows desta fase da sua carreira? O público está conseguindo assimilar as músicas do álbum?
Ainda não começamos a tocar ao vivo. O foco até agora foi concluir os dois álbuns em estúdio. Mas assim que o segundo álbum estiver finalizado, vamos iniciar os ensaios e levar esse material para o palco. Tenho certeza de que o público vai se conectar com as músicas, até porque elas carregam influências que já são familiares para muitos fãs de metal.
Imagino que foi desafiador escrever esse disco. Rolou alguma pressão da gravadora para que chegassem em um nível específico?
Não. O disco foi concebido inicialmente como um projeto pessoal, e só quando já estava praticamente pronto que buscamos a parceria com a gravadora. Portanto, não houve nenhum tipo de pressão. Foi um processo natural, com total liberdade criativa, e acredito que isso se reflete no resultado final.
Obrigado pelo tempo concedido a nós do Portal do Inferno. Mandem notícias da cena do interior de São Paulo, por gentileza…
Nós que agradecemos o espaço! O interior de São Paulo tem uma cena muito ativa, com bandas excelentes e eventos acontecendo com frequência. É impressionante ver a qualidade e a dedicação da galera do underground. Esperamos em breve poder somar com nossos shows e dividir palco com tantos talentos que temos por aqui.
