Por: (Arte Metal)

E os bóias-frias do Grindcore estão de volta com seu terceiro álbum de inéditas em três anos de carreira. Afinal de contas, no campo não há tempo a perder, a safra mal acaba e o plantio já recomeça. Feliz daqueles que são alimentados pelos melhor do barulho do underground.

A dupla Dito (vocal/guitarra) e Bento (bateria) traz consigo a tradicional pegada, porém sempre acrescentando algo mais e mantendo a característica principal da banda, que é o carisma. Impressiona como esse sentimento transborda em cada segundo do novo álbum, algo que o duo conquistou rapidamente em sua carreira.

Parecendo mais seguros, Dito e Bento trazem também uma veia ainda mais focada no Death Metal, apesar de a base continuar sendo o tão amado Grindcore. Fato é que é a gama de riffs está mais variada e as viradas e variações de bateria soam um pouco mais consistentes, como o Metal da morte pede.

Produzido mais uma vez no Estúdio Távola ao lado de Artur Rinaldi (THE ASSAULT), a sonoridade dessa vez soa um pouco mais límpida, mas nada que tire a ‘tosqueira’ tão tradicional da dupla e suas composições peculiares. Destaque para o peso da guitarra de Dito que soa cada vez mais característico, sendo esse o que poderíamos chamar de DNA D’OS CAPIAL.

São 28 faixas, com dois covers da banda HORRÍSONO e os destaques vão para “Ácaro“, a ‘comunitária’ “Baruio (que contou com participação de quase 30 fãs, parceiros, músicos e simpatizantes), a excelente Comitiva e mais uma participação especial, desta vez de Péricles Zuanon (Liniker e os Caramelows), a faixa título com seu início e fim calmo, além de enganoso, e da ‘educativa’ “Tríplice Lavagem“. Mais uma colheita farta!

Os Capial

Nota: 8,5

 

Link sobre a banda:

Facebook

Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.