Black Label Society – HSBC Brasil – São Paulo/SP

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  • Post published:13 de agosto de 2011

O título da música The Blessed Hellride resume o meu sentimento no show do Black Label Society, no HSBC Brasil. Cada segundo de força, determinação musical fez plena menção ao lema SDMF (Strenght, Determination, Merciless Forever) com a música intensa e brutal de Zakk Wylde e seus excelentes músicos.

Embora o espetáculo tenha sido curto para os fãs da banda (cerca de 1h30) o setlist foi plenamente satisfatório, me surpreendendo o fato de tocarem Born To Lose, do primeiro álbum da banda, Sonic Brew. Algo que soube antes do show através de membros do Máfia BLS (fã-clube oficial do Black Label em São Paulo), foi que Will Hunt, que gravou o álbum Order of the Black e o videoclipe da música Overlord, não era mais o baterista da banda. O atual é Johnny Kelly, ex-baterista do Type O Negative.

O show teve seu início pontualmente, com a introdução em piano de New Religion. Assim que a sirene soou, surge Zakk Wylde com um imenso e belo cocar indígena norte-americano, característico da cultura Sioux, ao som de Crazy Horse. Com a potência energética da banda e do público, o cocar não permaneceu mais que duas músicas na cabeça de Zakk.

Uma peculiaridade dos shows do Black Label é que não existe um momento em que o show começa a explodir e atinge o seu ápice durante a apresentação. A sutil introdução em piano da já faz a labareda acender e a esmagadora energia fluir no 220 volts. E isso ficou mais evidente quando tocaram Overlord e o HSBC Brasil todo cantava junto, cujo videoclipe foi uma sátira aos filmes da lenda Bruce Lee.

Um momento especial que marcou a noite foi quando Zakk Wylde deixou seu acervo de guitarras por um momento e sentou-se ao piano, executando uma belíssima melodia, acompanhado pelos outros integrantes, que precedeu a execução de Darkest Days, uma das músicas mais belas do grupo. E como de praxe, Zakk, no intervalo entre uma música e outra, agradece e dedica seu grande copo americano de cerveja ao público.

Logo depois de uma das músicas mais agressivas do grupo, Fire It Up, Zakk dá início a sua jornada individual e convida a todos para viajarem junto com ele em mais um de seus destruidores e incríveis solos de guitarra. Enquanto ele, em termos populares, “comia a guitarra com farinha”, caminhava em todas as direções e parando em cada canto do palco. O público permanecia estático, sem piscar um momento, contemplando aquela velocidade nos dedos de ambas as mãos que conseguiam produzir aquele passeio sonoro. Os fãs extasiavam-se com mais uma esmagadora exibição de solo de guitarra, fato que nem todos os guitarristas da atualidade podem bater no peito para se vangloriarem de ter, essa interatividade com os fãs. Por todos os lados podiam ser vistos roqueiros, motoqueiros e headbangers contemplando um quadro sendo pintado de forma improvisada a frente de todos. Então, após a devida pausa, quando o público voltou a si, os aplausos foram fortes, longos e constantes, e Zakk, levantando a guitarra acima de sua cabeça como se a oferecesse ao público, saudou de forma agradecida a todos . Então se iniciou Godspeed Hell Bound, também do último álbum.

A gratidão e o reconhecimento demonstrados pelo guitarrista líder do Black Label, quando mais uma vez a casa toda cantou Suicide Messiah, foram indescritíveis. Ele é um dos músicos da atualidade que mais expressa seu lado humano. Quando a música se encerrou, e Zakk incentivou a todos a cantaram ferozmente o refrão: “He’s just a Suicide Messiah”, e então abriu um grande sorriso e toda a banda aplaudiu seu leal público, e aquele momento tornou-se uma grande celebração.

O final foi pleno. Após a execução de Stillborn, o senhor Wylde tirou a guitarra de seus ombros, deitou-a no palco, fazendo um estrondo forte e pulsante. Juntando os quatro integrantes na frente do palco e, abraçados, fizeram uma reverência em agradecimento pelo show e se retiraram do palco, enquanto a iluminação dançava junto com o estrondo.

Como fã do Black Label há coisa de oito anos, confesso a vocês, caros leitores, que esse show me surpreendeu pelo passeio em seus álbuns. Do Sonic Brew até o Order of the Black, o setlist pôde agradar a todos que compareceram ao evento, dos que preferem certo período, álbum ou músico que passou pelo BLS, ou os que gostam da obra completa ao longo dos treze anos de existência da banda. Embora tenha sentido falta de uma música qualquer do álbum Hangover Music vol. VI, que tende para o lado mais acústico de suas obras.

Em suma, músicas como The Blessed Hellride, Bleed for Me e Stillborn fizeram a casa explodir com sua força e brutalidade, e juntamente com isso, o sentimento de completude, nas letras digitadas deste que vos escreve, transformaram essa grande jornada uma viagem ao inferno abençoada.

Setlist:

New Religion (piano intro)
Crazy Horse
Funeral Bell
Bleed for Me
Demise of Sanity (com Superterrorizer Outro)
Overlord
Parade of the Dead
Born to Lose
Darkest Days (seguida por Piano Solo)
Fire it Up
Guitar Solo
Godspeed Hell Bound
The Blessed Hellride
Suicide Messiah
Concrete Jungle
Stillborn

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