Europe – A Seringueira – São Paulo/SP

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Algumas bandas são conhecidas por apenas uma ou duas canções de seu repertório. Em muitos casos, tais músicas são realmente as que possuem bons elementos que agradam o público. O Europe parcialmente entra nesse caso. Apesar de mundialmente famosos por uma das introduções de teclado mais famosas da história da humanidade, uma parte das pessoas desconhece o resto do material da banda e, aqueles que vão além dessa música são surpreendidos por composições de excelente qualidade. Assim, o público que esteve presente na casa A Seringueira, em São Paulo, pode presenciar um dos fortes candidatos ao show do ano.

O único ponto baixo do show foi o atraso em seu início, que estava marcado para as 20h. Apesar disso, o ânimo dos fãs não cedeu até que as luzes se apagaram e os integrantes da banda entraram no palco, um a um, sendo ovacionados e começando a apresentação de forma ousada, com três canções seguidas de seu recente álbum Bag of Bones.

Enrolado em uma bandeira brasileira atirada ao palco, Joey Tempest comandou o público na sequência com a clássica Superstitious, e em raros momentos do show era possível vê-lo parado ou sem um sorriso no rosto, pois se movimentava, dançava, girava o pedestal do microfone ou se aproximava dos fãs nas laterais do palco todo o tempo. Interagindo com o público, contou brevemente a história da faixa Bag of Bones e de como o baterista Ian Haugland sugeriu o nome para o CD. Ainda comandou um pequeno improviso de sonoridade latina, tocando violão e acompanhado pelo baixista John Léven e pelo tecladista Mic Michaeli, com uma letra citando o nome de São Paulo e dizendo que “havia muitas músicas para dançar”. Tempest também se arriscou (e bem) em algumas expressões em português, como os tradicionais “cantem comigo”, “obrigado” e uma expressão que muitos músicos têm aprendido e utilizado no Brasil, “do caralho!”.

John Norum teve seu momento de destaque com um belo solo de introdução para Girl From Lebanon, que precedeu um dos mais bonitos momentos da noite com Carrie – cujo refrão foi cantado somente pelo público. Os fãs, por sua vez,  receberam bem tanto as músicas novas quanto as clássicas da banda, além de pedir por algumas vezes músicas como Cherokee ou Ninja, que ficaram de fora do setlist, o que não prejudicou em nada. E o público ainda ganhou outra surpresa durante Rock The Night, quando a famosa linha de baixo de Another One Bites The Dust do Queen foi colocada em uma brincadeira durante um momento de interação com os presentes.

Após uma rápida saída do palco, a banda retornou com a pesada Last Look At Eden e, após ela, a música que todos esperavam: The Final Countdown. Mesmo sendo considerada por muitos uma música batida ou brega, o fato de as pessoas estarem vendo a banda original tocá-la é diferente e fez com que o público, mesmo no final do show, encontrasse força e voz para pular e cantar de forma intensa esse grande clássico que encerrou a apresentação. 

Com quase duas horas de show, o Europe demonstrou que o talento de todos os seus integrantes vai muito além de The Final Countdown e, para aqueles que não se limitam só a ela, são capazes de apresentarem um show contagiante e produzir canções de refrãos marcantes. Essa é uma característica aparentemente natural das bandas da Suécia, em todos os estilos, do pop ao death metal.

Setlist:

Riches to Rags
Not Supposed to Sing the Blues
Firebox
Superstitious
Scream of Anger
No Stone Unturned
Demon Head
New Love in Town
Bag of Bones
Girl From Lebanon
Carrie
Love is Not the Enemy
Let the Good Times Rock
The Beast
Doghouse
Rock the Night

Bis:
Last Look at Eden
The Final Countdown

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