Kiss – Arena Anhembi – São Paulo/SP

Um verdadeiro espetáculo. Talvez seja essa a frase que melhor defina o que é um show do Kiss. E é o tipo de show que todo fã de rock deveria ir, ou pelo menos deveria ter a chance de ir, pelo menos uma vez na vida. E na noite do último sábado, 17 de novembro, a galera de São Paulo teve mais uma chance de ver esses verdadeiros monstros do rock mais de perto.

Gene Simmons - Kiss (Lauro Capellari/TDMúsica)

Mas antes de começarmos a falar do Kiss, não podemos deixar de citar o Viper, histórica banda paulista que ficou responsável pela abertura do evento. Por volta das 20h30, o quinteto formado por Andre Matos (vocais), Felipe Machado e Hugo Mariutti (guitarras), Pit Passarell (baixo) e Guilherme Martin (bateria), que nesse ano comemora 25 de anos do lançamento de seu primeiro álbum, Soldiers of Sunrise, deu início ao seu set com Knights of Destruction, faixa do referido trabalho. Na sequência, veio uma trinca do clássico Theatre of Fate: To Live Again, A Cry From The Edge e a mais do que conhecida Living For The Night. Para fechar a curta apresentação, tocaram ainda Rebel Maniac e uma versão mais pesada de We Will Rock You, do Queen. A banda saiu bastante aplaudida, e dizendo que realmente não esperavam por essa oportunidade de abrir para o Kiss, e que era uma grande honra para todos eles estarem ali naquela noite.

Andre Matos - Viper (Lauro Capellari/TDMúsica)

Após um intervalo de pouco mais de meia hora, por volta das 21h35 era chegado o grande momento de conferirmos o espetáculo tão aguardado pelas mais de 25 mil pessoas presentes à Arena Anhembi.

Com algumas imagens projetadas no telão da banda saindo de seu camarim em direção ao palco, e do já famoso “You wanted the best, you got the best. The hottest band in the world, KISS!”, a enorme cortina negra com o logo da banda despenca e, ao som de Detroit Rock City e de algumas explosões, uma espécie de plataforma vai descendo do alto com Paul Stanley (vocais e guitarra), Gene Simmons (baixo) e Tommy Thayer (guitarra), juntando-se assim à Eric Singer (bateria). Com a plateia já ensandecida, cantando a plenos pulmões o refrão, e com mais explosões ao seu fim, já era possível ter uma ideia do que veríamos dali para frente.

Seguiram fazendo todo mundo cantar com Shout It Out Loud e Calling Dr. Love, e chegaram então ao momento de apresentarem algumas faixas de seu recém-lançado álbum Monster. E tocaram duas, que são também as duas primeiras do álbum, na sequência: Hell Or Hallelujah e Wall of Sound, que funcionaram muito bem ao vivo.

Tommy Thayer e Paul Stanley - Kiss (Lauro Capellari/TDMúsica)

Veio então Hotter Than Hell, que fez a Arena Anhembi literalmente ferver trazendo diversas chamas “ilustrando” os amplificadores e terminou com Gene Simmons cuspindo fogo. I Love It Loud fez todo mundo gritar de novo, e Tommy Thayer assumiu então os vocais para mais uma faixa do novo trabalho, Outta This World, que precedeu seu solo e o de Eric Singer. Mais uma vez, um show de pirotecnia durante os momentos especiais do guitarrista e do baterista e até uma bazuca, que a ótima mira de Eric fez acertar, não sei se propositalmente, uma parte da iluminação do lado esquerdo do palco, fazendo o equipamento ir ao chão.

Logo depois, Gene voltou ao palco e, após agradecer ao público, terminou o rápido discurso cuspindo sangue e alçando voo para uma plataforma no alto do palco, para God of Thunder. E foi incrível! O show continuou com Psycho Circus, com Paul errando os primeiros versos da música, mas, mesmo assim, bastante comemorada e cantada pela grande maioria do público, e War Machine. Chega então a vez de Paul virar novamente o centro das atenções, fazendo todo mundo “virar os olhos” para acompanhá-lo em sua tirolesa até o palco no meio da Arena para a execução de Love Gun. Depois, ele voltou ao palco principal, tocou os primeiros acordes de Stairway to Heaven, do Led Zeppelin, mas logo parou, dizendo que naquele show as pessoas ouviriam as músicas do Kiss. Então, Paul fez a introdução e pediu para os fãs cantarem os primeiros versos da não menos clássica Black Diamond, que foi a última antes do bis.

Eric Singer - Kiss (Lauro Capellari/TDMúsica)

Paul voltou do intervalo fazendo uma pergunta aos fãs. “Se nós voltarmos, vocês vão querer nos ver novamente?”. E complementou: “Vocês estão cansados? Querem ouvir um pouco mais?”. Nem preciso dizer qual foi a resposta que ele recebeu, certo? Era hora de Lick It Up, que fez todo mundo berrar novamente, e ainda teve um pequeno trecho de Won’t Get Fooled Again, do The Who, durante sua execução. Em seguida, um pouco da “era disco” se misturou ao rock e por muito pouco não fez a galera sair dançando em I Was Made For Lovin’ You.

É claro que ainda faltava algo. E todos sabiam o que era. Um show do Kiss jamais poderia terminar sem Rock and Roll All Nite, e obviamente foi ela quem encerrou de forma apoteótica essa grande noite, com a já tradicional chuva de papel picado e uma longa e espetacular queima de fogos ao seu final. E ao som de God Gave Rock and Roll to You II, em playback, infelizmente era chegada a hora de deixar a Arena e voltar para casa. No entanto, era nítido que todos saíram de lá extremamente felizes e levando na memória mais esse espetáculo memorável que pouquíssimas bandas além do Kiss são capazes de nos proporcionar. 

Setlist Viper:

Knights of Destruction
To Live Again
A Cry From The Edge
Living For The Night
Rebel Maniac
We Will Rock You (Queen cover)

Setlist Kiss:

Detroit Rock City
Shout It Out Loud
Calling Dr. Love
Hell or Hallelujah
Wall of Sound
Hotter Than Hell
I Love It Loud
Outta This World
God of Thunder
Psycho Circus
War Machine
Love Gun
Black Diamond

Bis:

Lick It Up
I Was Made for Lovin’ You
Rock and Roll All Nite 

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