Setembro Negro – Carioca Club – São Paulo/SP

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  • Post published:9 de setembro de 2012

O mês de setembro já se tornou uma época aguardada pelos fãs de metal extremo devido à realização do festival Setembro Negro. Na edição desse ano tivemos as bandas Keep of Kalessin, Gorgoroth e Autopsy com a abertura dos brasileiros do Cauterization.

Gorgoroth

Em virtude dos já conhecidos horários da casa, que é utilizada para outros eventos à noite, as apresentações começaram cedo com o Cauterization subindo ao palco às 16h30. Os brasileiros surpreenderam o público, principalmente pelos poderosos vocais de Maysa Rodrigues. Apesar do set curto, a banda ainda apresentou a cover de Night’s Blood do Dissection. Cada vez mais vemos uma crescente participação feminina no metal extremo, demonstrando muita competência.

Cauterization

Na sequência, os noruegueses do Keep of Kalessin demonstraram o porquê da Noruega ser a exportadora do metal extremo. Agradecendo a primeira vez por estarem no Brasil, os músicos fizeram uma excelente apresentação, que incluiu músicas como Judgement e Wealth of Darkness, com destaque para a presença de palco de todos, mas principalmente do baixista Robin “Wizziac” Isaksen, que praticamente não parava de girar sua cabeleira loira à frente do público.

Keep of Kalessin

Um breve intervalo e foi a vez do Gorgoroth subir ao palco. Uma das atrações principais do festival e muito aguardada, em virtude da recente polêmica da troca de vocalistas, aonde Pest foi demitido e substituido temporariamente por Hoest (Taake). Ao vivo, a escolha se provou muito bem feita dentro do espírito da banda, que conduziu um show muito bom em um belo espetáculo para a plateia. Hinos como Bergtrollets Hevn, que abriu o show, Revelations of Doom e Krig agitaram os fãs. Com Unchain My Heart a banda encerrou seu set de uma hora de apresentação.

Gorgoroth

Por fim, a última apresentação da noite, os americanos do Autopsy encerraram o festival com uma belíssima apresentação de tradicional death metal. O público respondeu à altura com diversos moshpits e crowdsurfing a sons como o que abriu o show, Charred Remains, seguido de In The Grip of Winter, passando por Ridden With Disease e Saviour. O bom clima era completado pela banda, que entre uma e outra música, ia aos poucos acabando com uma garrafa de Jack Daniels. Outro destaque da banda é o fato de que o vocalista Chris Reifert é também o baterista da banda, fato um pouco incomum, mas que mostra o grande talento do músico.

Com Critical Madness, o Autopsy encerrou sua belíssima apresentação e a edição de 2012 do Setembro Negro, deixando todo o público satisfeito e já ansioso para a próxima edição do já tradicional festival brasileiro.

Autopsy

 

Setlist Gorgoroth:

Bergtrollets Hevn
Aneuthanasia
Prayer
Katharinas Bortgang
Revelation of Doom
Forces of Satan Storms
The Rite of Infernal Invocation
Destroyer/Incipit Satan
Krig
Profetens Apenbaring
Unchain My Heart

Setlist Autopsy:

Charred Remains
In The Grip Of Winter
Severed Survival
Pagan Saviour
Embalmed
Dead
Voices
Slaughterday
Seeds of the Doomed
Mauled to Death
Gasping for Air
Ridden With Disease
Twisted Mass of Burnt Decay
Critical Madness

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Setembro Negro – Carioca Club – São Paulo/SP

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  • Post published:11 de setembro de 2011

Aconteceu no último 11 de setembro a 10ª edição do maior festival de música extrema no Brasil, o Setembro Negro. Curiosamente, no mesmo dia em que se “comemorou” os atentados de 11 de setembro nos EUA. Uma data que irá remeter sempre a imagens de destruição, ganhou um reforço brutal esse ano. Pois o que os presentes ao Carioca Club tiveram foi exatamente isso: destruição! E não foram poucos os presentes. Essa foi, sem dúvida, a maior plateia que encontrei em um evento no Carioca desde que começamos nossos trabalhos. Acredito que isso mostre de forma clara a força que a música extrema tem em nossas terras. E também ficou nítido como a lenda Morbid Angel é capaz de mobilizar uma pequena massa.
O Morbid Angel foi inserido na data paulista da turnê conjunta de Belphegor e Ragnarok, que se apresentaram em várias cidades do país, formando assim o cast do evento. No último minuto houve o adendo da banda Hellsakura, que me perguntei ao ver o show o porque dessa adesão. A banda começou a tocar ainda com o público entrando na casa, o que fez com que seu público mal chegasse a cinquenta pessoas, que nitidamente não estavam muito dispostas a serem simpáticas com a banda. Talvez pelo fato do Hellsakura apresentar um som muito mais punk do que extremo, acabaram por soar deslocados. A banda subiu ao palco, fez uma apresentação curtíssima, e provavelmente passou despercebida pela quase totalidade de quem esteve ali.

Coisa de meia hora para arrumação geral do palco, e a primeira atração real da noite surgia no palco: Ragnarok. O Ragnarok, banda norueguesa de black metal, pode ser considerada relativamente desconhecida no meio. Apenas nos dois últimos álbuns mostraram ter encontrado um caminho a ser seguido, e suas músicas cresceram muito. E esse crescimento pode facilmente ser percebido no palco, pois Hansfyrste (vocal), DeceptiCunt (baixo), Jontho (bateria) mostraram uma coesão enorme no som. Rápido e agressivo, com vocais insanos, as músicas soavam perfeitas e agradáveis (se é que o adjetivo cabe num show de black metal), até para quem não conhece a banda. Sem muitas frescuras, onde podia-se perceber as cordas cada uma em seu canto, e apenas o vocal se movendo, a banda preencheu os espaços restantes com muito peso na sonoridade. Com o momento bacana de levarem ao palco uma bandeira do Brasil, e agradecendo efusivamente a recepção encontrada. Fizeram uma apresentação rápida (40 minutos), deixando caminho aberto para o resto da noite, que prometia ser realmente avassalador.

Na sequência, tivemos um ícone: Belphegor. E então pudemos perceber nitidamente a diferença entre uma banda que ainda está se encontrando e uma que já tem uma história sólida nas costas. Pois o que se viu nos mesmos 40 minutos de palco que o Ragnarok teve foi um show, no bom sentido da palavra. Helmuth (vocal), Serpenth (baixo), Bernth (guitarra) e Thyger (bateria) mostraram uma postura extremamente sólida no palco. Com exceção de Thyger, que em minha humilde opinião de baterista carece de um pouco de potência e vida em suas notas, o resto da banda é um show a parte! Aqui inverteu-se o que se viu no show anterior, Heluth permaneceu parado atrás do microfone o tempo todo, enquanto as cordas se movimentavam. Mas, mesmo parado, Helmuth hipnotiza com suas expressões e forma de cantar e encarar o público. Mesmo com uma postura fria, você o sente capaz de controlar o público. E, nas laterias, podia-se ver muito cabelo subindo e descendo num típico ato banger contínuo, em meio a outras tantas expressões típicas e necessárias do estilo. O som estava equilibrado, a iluminação precisa, e a banda “redonda”. Uma grande apresentação, curta para os tantos que ali estavam apenas para vê-los, mas certamente irrepreensível. Nesse momento a pista já tinha 90% da capacidade que teria ao fim da noite. E já estava praticamente tomada.

E eis que a lenda surge no palco. Pela terceira vez em nossas terras, o Morbid Angel trazia sua destruição sonora a São Paulo. E, como que querendo deixar claro para o que vieram, abriram a apresentação com Immortal Rites, certamente o maior clássico da banda. Porém, essa apresentação trouxe uma diferença negativa para os fãs mais antigos: Pete Sandoval, ainda se recuperando de uma séria cirurgia na coluna, não esteve presente. Em seu lugar, o Morbid trouxe Tim Yeung que, se não fez o público esquecer Pete, também não o fez lamentar sua falta. Tocou rápido, pesado, e de uma forma descontraída ainda, sempre fazendo alguma coisa atrás de seu kit, onde baquetas sempre podiam ser vistas levantadas ao alto ou rodadas nos pequenos intervalos dentro das músicas. E o que se viu pelos 100 minutos em que o Morbid esteve no palco foi exatamente aquilo que todo fã já está habituado: muita velocidade, técnica, peso e carisma de seu vocalista, David Vincent. Sempre comunicativo, gritando o tempo todo fora do microfone para o público mais próximo do palco, chega a ser contrastante ver um homem daquele tamanho, com aquela voz, soar até “doce” em alguns momentos. A verdade é que, enquanto com o baixo em mãos e atrás de um microfone, David é uma lenda, e sabe o que fazer com o público. Público este que explodiu de vez durante o show, abrindo rodas por quase todo o set, lotando a casa, tanto na pista como nos camarotes. Não havia lotação máxima, mas confesso que não esperava aquele montante de pessoas ali. Infelizmente, o som estava muito alto, o que acabou deixando o mesmo muito embolado, e em alguns momentos algumas passagens chegaram a ficar incompreensíveis. Mas nada que afetasse o resultado final. Executaram três músicas do último e controverso álbum, e fizeram uma excelente passagem pelos anteriores. Resumindo, um grande show, de uma grande banda, que sabe que ostenta o título de lenda, e isso não lhe pesa nem um pouco.

O que fica desse show é a excelente produção da Tumba, que soube criar um cast impecável para celebrar a década de existência de seu evento. Uma grande banda que precisa de estabilidade, pois um bom trabalho possui. Um ícone, coeso, sólido, pesado e irrefutável. Uma lenda, que pode ser acometida pelo o que for, sempre será uma lenda e digna de assim ser chamada. E um público apaixonado, fiel, insano, que conseguiu criar o clima perfeito para que a destruição acontecesse. Ponto positivo para todos os envolvidos!

Setlist Ragnarok:

It’s war
Bless thee for granting me pain
Stabbed by the horns
Certain Death
In Nomine Satanas
Blackdoor Miracle

Setlist Belphegor:

Feast Upon the Dead
In Blood – Devour This Sanctity
Belphegor – Hells Ambassador
Angeli Mortis de Profundis
Impaled Upon the Tongue od Sathan
Lucifer Incestus
Rise to fall and Fall to Rise
Bondage Goat Zombie

Setlist Morbid Angel:

Immortal Rites
Fall from Grace
Rapture
Pain Divine
Maze of Torment
Sworm of the Black
Existo Vulgoru
Nevermore
I am Morbid
Angel of Desease
Lord of All fevers
Chapel of Ghouls

Bis:

Dawn of the Angry
Where the Slime Lives
Blood of my hands
Bil Ur Sag
God of Emptiness
World of Shit

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