Viper – Teatro Rival Petrobras – Rio de Janeiro/RJ

  • Post author:

A histórica e bem-sucedida turnê de reunião do Viper colecionou mais um inesquecível capítulo, na noite de terça-feira (10 de julho), no Rio de Janeiro. Os headbangers cariocas lotaram o Teatro Rival Petrobras, no Centro da cidade, para prestigiar a lendária banda paulistana, que comemora o 25º aniversário do disco Soldiers of Sunrise. Por mais de duas horas, o grupo tocou, na íntegra, o seu álbum de estreia e também o igualmente célebre Theatre of Fate (1989), dois marcos do heavy metal nacional.

Antes mesmo da apresentação, todas as camisas da banda colocadas à venda já haviam evaporado do estande de merchandising. Dividido em dois sets, um para cada disco, o show começou dez minutos além do horário previsto, às 20h40. Sem atração de abertura, Guilherme Martin (bateria), Hugo Mariutti (guitarra), Pit Passarell (baixo), Felipe Machado (guitarra) e Andre Matos (vocais) subiram ao palco sob calorosa recepção dos fãs, que entoavam o coro “Olê, olê, olê…Viper, Viper!”.

O público, aliás, foi um destaque à parte, ora cantando todas as letras, ora seguindo as melodias das músicas por meio de gritos e palmas. Knights of Destruction, faixa inicial do Soldiers of Sunrise, abriu a nostálgica noite e, literalmente, as primeiras rodas de pogo na pista. Com o áudio do microfone de Andre um pouco baixo, Nightmares, The Whipper, Wings of the Evil vieram em seguida, na mesma sequência em que aparecem no álbum. A partir daí, o roteiro sofreu algumas alterações, como o deslocamento da música H.R., a quinta na ordem original do disco, para o final do primeiro ato.

De volta ao Viper após 20 anos, Andre se dirigiu ao público em diversos momentos do show, seja para contar histórias da banda ou sobre as canções dos dois álbuns que ajudou a imortalizar. O vocalista agradeceu aos cariocas por terem comparecido em peso, esgotando todos os ingressos. Com vitalidade e entusiasmo dignos do início de carreira, os também quarentões Felipe, Guilherme e Pit agitavam o tempo inteiro, assim como Hugo, substituto de Yves Passarell (hoje no Capital Inicial).

No intervalo entre os sets, os dois telões posicionados nas laterais do palco exibiram um vídeo com depoimentos dos atuais e ex-integrantes da banda, além de imagens de arquivo, incluindo cenas do incêndio ocorrido durante um show no Colégio Rio Branco, em São Paulo, na década de 1980. A bela instrumental Illusions iniciou o segundo bloco, inteiramente dedicado ao álbum Theatre of Fate.

At Least a Chance, To Live Again e A Cry from the Edge retomaram as rodas de pogo no meio da pista. Já a balada Living for the Night, considerada o maior clássico do Viper, foi o ponto alto da noite. A faixa, cantada por todos, teve sua execução estrategicamente estendida para que os músicos fossem apresentados à plateia, papel que coube a Pit Passarell. O baixista, que exagerou na cerveja, era o mais elétrico do quinteto e chegou a dar um mosh sobre o público. A galera, obviamente, foi ao delírio.

A melancólica Moonlight, encaixada entre as aceleradas Theatre of Fate e Prelude to Oblivion, direcionou as câmeras e celulares para o canto do palco, onde André tocava o tema nos teclados. Após uma nova pausa, o grupo voltou para o bis, com Rebel Maniac, do disco Evolution (1992) – já da fase pós-Andre. Uma versão heavy de We Will Rock You, cover do Queen, fechou a noite em grande estilo, deixando, nos fãs, o desejo de que o Viper tenha retornado não apenas para uma turnê especial. Mas sim, para ficar.

Setlist:

Parte 1: Soldiers of Sunrise

Knights of Destruction
Nightmares
The Whipper
Wings of the Evil
Signs of the Night
Killera (Princess of Hell)
Soldiers of Sunrise
Law of the Sword
H.R.

Parte 2: Theatre of Fate

Illusions
At Least a Chance
To Live Again
A Cry from the Edge
Living for the Night
Theatre of Fate
Moonlight
Prelude to Oblivion

Bis

Rebel Maniac
We Will Rock You (Queen cover)

Redação

Portal do Inferno é um site especializado em notícias do rock n roll ao metal extremo, resenhas, entrevistas e cobertura de shows e eventos!

Deixe um comentário